A ciência das finanças comportamentais

Kahneman, Tversky e um Nobel para a psicologia

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As finanças comportamentais têm dois pais intelectuais: os psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky. A partir dos anos 1970, eles fizeram experimento após experimento mostrando que o julgamento humano sob incerteza segue erros sistemáticos e repetíveis.

O grande avanço

O trabalho deles demonstrou que as pessoas não avaliam o risco da forma que a teoria econômica previa. Somos influenciados por como uma questão é enquadrada (framing), nos apoiamos em atalhos mentais (heurísticas) que falham, e sentimos perdas com muito mais intensidade do que ganhos equivalentes.

Em 2002, Kahneman recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas por integrar a pesquisa psicológica à economia — um reconhecimento notável para um psicólogo que nunca fez um curso de economia. (Tversky havia morrido em 1996 e o prêmio não é concedido postumamente.)

Por que abalou as finanças

A implicação era profunda: se a irracionalidade não é ruído aleatório, mas um padrão sistemático, então ela pode ser estudada, prevista e — crucialmente — aparece nos preços de mercado. Um mercado feito de humanos enviesados será ele próprio enviesado de formas mensuráveis.

A lição para você

Você herdou a mesma fiação de todos os participantes dos experimentos deles. Saber que seus erros não são falhas pessoais, mas características embutidas da mente humana, é o primeiro passo para administrá-los. O resto deste capítulo e do próximo desvendam exatamente quais atalhos falham e como custam dinheiro aos traders.

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