Os grupos de commodities

Commodities agrícolas (grãos e softs)

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Commodities agrícolas — aquilo que comemos, bebemos e vestimos — dividem-se em grãos/oleaginosas e softs.

Grãos e oleaginosas

  • Soja — uma das mais importantes do mundo, esmagada em farelo (ração animal) e óleo. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, com a China como compradora dominante.
  • Milho — ração, alimento e etanol. A segunda safra brasileira (safrinha) tornou o país também um grande exportador de milho.
  • Trigo — o grão básico, muito negociado na CME e dependente das safras dos EUA, Rússia e Ucrânia.

Softs

  • Café — dividido em arábica, de maior qualidade (negociado na ICE em Nova York e na B3), e robusta. O Brasil é o maior produtor de café do mundo, então uma geada ou seca brasileira move o preço global.
  • Açúcar — o Brasil é o maior exportador; de forma única, as usinas brasileiras podem alternar a cana entre açúcar e etanol conforme os preços, ligando o açúcar ao mercado de energia.
  • Algodão — uma lavoura de fibra na qual o Brasil se tornou um dos maiores exportadores, competindo com EUA e Índia.

O que torna as agrícolas distintas

  • Sazonalidade — os preços seguem ciclos de plantio, crescimento e colheita. A mesma commodity se comporta de forma diferente em março e em setembro.
  • Risco climático — uma única geada ou seca pode dominar o movimento de preço do ano.
  • Armazenabilidade — grãos se conservam por meses; isso molda a curva de futuros. Café e algodão se conservam bem; pecuária e alguns softs não.

Para o investidor brasileiro, o complexo agrícola é o ponto de entrada mais familiar — são as exportações que marcam o país.

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