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Ibovespa encerra semana com queda de 18,12% após reeleição de Lula

Publicado em 1 de novembro de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com queda de 18,12%, aos 167.921,80 pontos, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou a R$ 5,44, enquanto preocupações fiscais, políticas e externas pressionaram os ativos brasileiros. A temporada de balanços, com Usiminas e Vale entre os destaques, continuou adicionando volatilidade ao mercado.

O mercado acionário brasileiro encerrou outubro sob forte pressão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com o Ibovespa acumulando queda de 18,12% na semana e fechando a sexta-feira aos 167.921,80 pontos. O movimento veio acompanhado de alta do dólar, que terminou a semana cotado a R$ 5,44, maior valorização semanal desde 2008. Ibovespa encerra semana com queda de 18% após eleições Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Reprecificação após as eleições

A forte correção refletiu a reação dos investidores ao resultado eleitoral, em um ambiente de maior aversão a ativos brasileiros. A cobertura também aponta preocupações com o quadro fiscal e com as perspectivas para os juros no próximo ano, além da influência negativa do exterior. Ibovespa tem pior semana em 6 anos e mês em 4 anos

O desempenho mensal reforçou a deterioração do humor: o Ibovespa caiu 9,88% em outubro, enquanto o dólar comercial avançou 5,21%, segundo levantamento citado pelo Poder360. Ibovespa cai 9,88% em outubro

Ações e balanços no radar

Mesmo com a pressão macroeconômica, a temporada de resultados continuou influenciando os papéis. A Usiminas reportou lucro líquido de R$ 243 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo prejuízo de R$ 3,5 bilhões no mesmo período de 2025; ainda assim, suas ações caíam 3,47% perto das 11h40, conforme a cobertura. Ibovespa cai pela 5ª vez com temor fiscal e externo

A Vale também permaneceu entre os destaques, com lucro líquido 53% menor no período citado pela fonte, enquanto as ações subiam 4,73%. O desempenho mostra a divergência entre a leitura dos balanços e a reprecificação ampla provocada pelo cenário político, fiscal e externo. Ibovespa cai pela 5ª vez com temor fiscal e externo

O que acompanhar

Os próximos pregões devem concentrar a atenção na reação dos ativos à nova configuração política, na trajetória do câmbio e nas expectativas para a política fiscal e os juros. A continuidade da temporada de balanços, com Vale, Usiminas e Klabin no foco da cobertura, também pode ampliar a dispersão entre ações e setores. Ibovespa cai pela 5ª vez com temor fiscal e externo

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