Ibovespa registra quedas acentuadas com pressão de ações de energia e consumo.
Publicado em 13 de junho de 2026
Nos últimos dois dias, o Ibovespa apresentou uma queda significativa, influenciado principalmente por ações do setor de energia e consumo. Empresas como Petrobras e Braskem foram destaque nas baixas, refletindo a volatilidade do mercado diante de incertezas econômicas.

Desempenho do Ibovespa
Nos últimos dois dias, o Ibovespa apresentou uma queda de 0,70%, fechando em 171.132 pontos. O desempenho negativo foi impulsionado por ações de setores sensíveis à economia, como energia e consumo, que enfrentaram pressões devido a fatores macroeconômicos e expectativas de resultados financeiros.
Principais Baixas
Entre as ações que mais contribuíram para a queda do índice, destacam-se:
- PETR3 (Petrobras): A ação caiu 2,40%, sendo negociada a R$ 24,80. A pressão sobre a Petrobras vem da volatilidade nos preços do petróleo e das incertezas relacionadas a políticas de preços de combustíveis.
- BRKM5 (Braskem): A ação teve uma queda de 6,67%, fechando a R$ 9,10. A empresa enfrenta desafios relacionados a custos de produção e demanda no mercado de petroquímicos.
- COGN3 (Cogna): Com uma desvalorização de 4,49%, a ação foi negociada a R$ 2,34. A empresa de educação tem enfrentado dificuldades em um cenário de aumento de concorrência e mudanças nas preferências dos consumidores.
Essas quedas refletem um cenário de incerteza que permeia o mercado, exacerbado por fatores como a inflação e as expectativas em relação à taxa Selic, que permanece em um patamar elevado.
Contexto Macroeconômico
O ambiente econômico brasileiro continua desafiador, com a inflação ainda pressionando os preços e o Banco Central mantendo a taxa Selic em 13,75%. Esse cenário tem gerado preocupações sobre o crescimento econômico e a capacidade das empresas de repassar custos aos consumidores. Além disso, a instabilidade política e as incertezas em relação a reformas estruturais têm contribuído para a volatilidade do mercado.
Os investidores estão atentos às próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), onde a possibilidade de novos ajustes na taxa de juros será discutida. A expectativa é que o Banco Central mantenha uma postura cautelosa, avaliando os impactos da inflação e do crescimento econômico antes de tomar decisões.
O que Acompanhar
Nos próximos dias, os investidores devem ficar atentos aos resultados financeiros das empresas que estão prestes a divulgar seus balanços. O foco estará em como as empresas estão lidando com os custos crescentes e a demanda do consumidor em um ambiente inflacionário. Além disso, a evolução dos preços do petróleo e as políticas do governo em relação ao setor energético serão cruciais para o desempenho das ações de energia.
A expectativa é que o mercado continue volátil, com os investidores avaliando tanto os fundamentos das empresas quanto os indicadores macroeconômicos. O acompanhamento das decisões do Copom e as reações do mercado a essas decisões serão fundamentais para entender a direção futura do Ibovespa e das ações listadas na B3.
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