Fundamentos dos derivativos
Contratos futuros
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Um futuro é um termo que foi padronizado e levado para uma bolsa. A ideia econômica é idêntica — comprar ou vender depois a um preço acordado agora — mas a estrutura remove as fraquezas de um termo privado.
O que a padronização muda
- Termos padronizados. Tamanho de contrato, datas de vencimento e qualidade são fixados pela bolsa, então os contratos são intercambiáveis e líquidos.
- Uma câmara de compensação fica no meio. Ela se torna a compradora de todo vendedor e a vendedora de todo comprador, então você nunca depende da pessoa do outro lado. O risco de contraparte é mutualizado.
- Ajuste diário (mark-to-market). Ganhos e perdas são liquidados todos os dias, não só no vencimento.
Margem e ajuste diário — um exemplo prático
Você compra um futuro de petróleo a US$ 80,00; o contrato é de 1.000 barris, então o nocional é US$ 80.000. Você deposita uma margem inicial de, digamos, US$ 5.000 — não o nocional cheio.
Dia 0 preço 80,00 -> deposita 5.000 de margem
Dia 1 preço 81,50 -> +1,50 x 1.000 = +1.500 creditados
Dia 2 preço 78,00 -> -3,50 x 1.000 = -3.500 debitados
Se sua margem cair abaixo da margem de manutenção, você recebe uma chamada de margem e precisa reforçá-la ou será liquidado.
Risco honesto
Um futuro é uma obrigação simétrica. Um pequeno movimento contrário sobre um grande nocional, amplificado pela margem fina, pode produzir perdas muito maiores que o seu depósito inicial. Futuros não têm a perda limitada de uma opção comprada — nunca confunda os dois.
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educacional e informativa e não constitui recomendação de investimento, consultoria financeira, tributária ou jurídica. Operar e investir envolvem risco, incluindo a possível perda de capital. Qualquer desempenho exibido por ferramentas de terceiros é hipotético e não promessa de resultado futuro. Faça sua própria análise e considere orientação profissional antes de qualquer decisão.