Medindo o risco

Value at Risk (VaR)

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O Value at Risk (VaR) responde a uma pergunta precisa: ao longo de um dado período, com uma dada confiança, qual é o máximo que devo esperar perder em condições normais?

Lendo um enunciado de VaR

Um VaR tem sempre três partes — um horizonte de tempo, um nível de confiança e um valor. Por exemplo:

"O VaR de 1 dia a 95% é US$ 2.000."

Leia assim: em 95% dos dias, a perda não deve exceder US$ 2.000. De forma equivalente, em cerca de 1 dia a cada 20 (os piores 5%), a perda é esperada ser pior que US$ 2.000 — o VaR não diz o quão pior.

Uma estimativa simples

Se um portfólio de US$ 100.000 tem desvio padrão diário de cerca de 1,2%, um VaR aproximado de 95% usa o fato de que a cauda de 5% fica cerca de 1,65 desvios padrão abaixo da média:

Desvio padrão diário em dólares = 100.000 x 1,2% = 1.200
VaR de 1 dia a 95% = 1,65 x 1.200 = 1.980  (cerca de US$ 2.000)

Então, em um dia típico, você não esperaria perder mais que aproximadamente US$ 2.000.

Para que o VaR serve bem

Dá um único número comparável entre posições muito diferentes, e é por isso que bancos e fundos o reportam diariamente e limites de risco costumam ser escritos em termos de VaR.

Seu famoso ponto cego

O VaR te diz o limiar da cauda ruim, mas não diz nada sobre o quão ruim a cauda fica além dele. Um VaR de 95% é silencioso sobre os piores 5% dos dias — exatamente os dias que causam ruína. Ele também se apoia na hipótese de que os retornos são bem comportados, o que falha em crashes. É precisamente essa lacuna que a próxima lição preenche.

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